Quem não quer tomar um banho bem gelado quando está com muito calor? Ou então procura um ambiente com ar-condicionado ligado na temperatura máxima para se refrescar? O perigo mora exatamente em ações como estas, que podem acarretar sérias consequências.
O choque térmico é caracterizado por variações bruscas de temperatura e é bastante prejudicial à saúde, tanto para portadores de doenças crônicas como para pessoas saudáveis, pois exige grande esforço de adaptação do organismo.
Segundo o chefe do Serviço de Cardiologia da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Santos, Carlos Alberto Cyrillo Sellera, levar o corpo a estas oscilações afeta a circulação sanguínea e a pressão arterial. “Em situações muito quentes, há uma intensa dilatação dos vasos sanguíneos e queda de pressão. Quando a temperatura está baixa, os vasos se contraem, acarretando elevação da pressão. Em ambos os casos, ocorre aumento na freqüência cardíaca”.
Sellera afirma que quem sofre com problemas de hipertensão, doenças do músculo cardíaco (cardiomiopatias), arritmias, diabetes ou distúrbios metabólicos está no grupo de risco e pode ser vítima de uma parada cardíaca. Problemas respiratórios como bronquite, asma, pneumonia e sinusite podem surgir em situações como essas.
Como exemplo bastante comum, o médico cita o uso da sauna. “A sauna seguida da ducha gelada propicia o choque térmico. Prova disso é que idosos e pessoas com problemas de saúde só podem fazê-la com autorização médica. Para gestantes e crianças, a sauna é contra-indicada”.
Os sintomas mais comuns de choques térmicos são tonturas, sonolência, calafrios, sudorese intensa, sintomas respiratórios como falta de ar, palpitação, decorrente de arritmia cardíaca, desconforto geral e sensação de fraqueza.
“Para evitar o choque, na praia ou na piscina, a recomendação é se manter sempre bem hidratado, tomando muito líquido e não mergulhar na água gelada se estiver com a pele muito quente. O ideal é se refrescar aos poucos, molhando o corpo por partes”, alerta o cardiologista.
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