1- CARACTERIZAÇÃO DO PROGRAMA:
O Programa de Revitalização dos Hospitais Filantrópicos (PRHF) é uma parceria da CPFL – Companhia Paulista de Força e Luz com o CEALAG - Centro de Estudos Augusto Leopoldo Ayrosa Galvão - associação de direito privado, sem finalidade lucrativa, criada em 1987, qualificada como OSCIP, constituída pelos professores do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
O PRHF tem como objetivos principais:
ü Elevar o desempenho administrativo e a
ü Melhoria na qualidade dos serviços prestados.
ü
Princípios adotados:
Ø Diretrizes do SUS;
Ø Normas e Padrões do Programa de Responsabilidade Social da CPFL.
2- REQUISITOS PARA O HOSPITAL PARTICIPAR DO PRHF:
Ø Estar conveniado com o SUS como hospital filantrópico;
Ø Constar na regulação regional como referência hospitalar;
Ø Estar adimplente com a CPFL;
Ø Comprometer-se ao longo do PRHF a:
ü Elaborar o Plano Estratégico da instituição;
ü Formar os Comitês de Revitalização e da Qualidade;
ü Participar do Comitê de Mobilização Regional;
ü Participar efetivamente das atividades coletivas do Programa;
ü Submeter-se às avaliações do CQH e do CEALAG;
ü Apoiar os HF da região na sua qualificação;
ü Contribuir para a disseminação do programa.
Os requisitos para a inclusão no Programa constam do Termo de Adesão, que é de assinatura obrigatória.
3- AUDITORIA EXTERNA DAS INSTITUIÇÕES PARTICIPANTES:
O Programa conta com auditoria externa através do CQH – Compromisso com a Qualidade Hospitalar (Comitê apoiado pelo CREMESP e APM), que fornece instrumento auto-aplicável de avaliação institucional e que faz visitas para verificação das respostas informadas. As avaliações do CQH são restritas aos hospitais de referência, aplicadas no início dos trabalhos e a cada ano. O instrumento de avaliação foi desenvolvido para o PRHF e está alinhado com o PNGS – Premio Nacional de Gestão em Saúde e a pontuação máxima é de 500 pontos.
4- PROPOSTAS DO PRHF:
O PRHF propõe-se a:
- Construir pólos e redes de apoio aos Hospitais Filantrópicos;
- Oferecer cursos de capacitação, aprimoramento e atualização;
- Estimular a implantação da Política de Humanização;
- Promover o Desenvolvimento Gerencial;
- Oferecer o Programa de Eficiência Energética.
- Construir pólos e redes de apoio aos Hospitais Filantrópicos:
ü Organizar a manutenção de equipamentos hospitalares;
ü Estabelecer pólo de apoio técnico em gestão de suprimentos;
ü Identificar áreas de excelência e disseminação de experiências na rede de hospitais filantrópicos;
ü Criar instrumentos de comunicação e divulgação (Sítio Internet).
- Oferecer cursos de capacitação, aprimoramento e atualização:
ü Proporcionar aos profissionais condições de, ao final dos cursos, gerenciarem melhor suas atividades, programas ou sistemas nos serviços de saúde.
Há cursos ministrados nos Hospitais e outros de apoio ao Programa que são articulados com os cursos coordenados pela FEHOSP.
- Estimular a implantação da Política de Humanização do SUS:
ü Acolhimento;
ü Classificação de Risco;
ü Visita Aberta;
ü Ouvidoria;
ü Voluntariado e
ü Outras Ações de Humanização.
- Promover o desenvolvimento gerencial:
ü A avaliação do desenvolvimento gerencial, oferecido diretamente aos hospitais, baseia-se nos critérios preconizados pelo PNGS - Prêmio Nacional da Gestão em Saúde.
ü Os indicadores propostos pelo PNGS, apurados ao longo do projeto, são consagrados no meio técnico da administração em saúde, o que facilitará a comparação com outros serviços.
· Programa de eficiência energética:
O objetivo é promover a racionalização do consumo de energia elétrica, combater o desperdício e, conseqüentemente, reduzir os gastos dos hospitais
5 - BENEFÍCIOS PARA A INSTITUIÇÃO:
ü Seguir um Modelo de Gestão;
ü Compreender a instituição de forma sistêmica;
ü Dar visibilidade a cada área;
ü Aprender a identificar e medir o desempenho;
ü Identificar pontos fortes e oportunidades de melhoria;
ü Promover cooperação interna entre setores;
ü Integrar uma rede colaborativa de serviços;
ü Comparar com referenciais externos e
ü Reconhecimento e divulgação do hospital.
6- CRONOGRAMA
O PRHF a ser desenvolvido em dois anos possui um cronograma pré-estabelecido, com tarefas já alinhadas entre as diferentes equipes de trabalho. A Santa Casa de Santos aderiu ao projeto em novembro de 2008, findando o prazo para conclusão do trabalho em dezembro de 2010.
7- CONSULTORES e ASSESORIA DO PROGRAMA
No programa a instituição participante conta com uma equipe de consultores que atuam:
ü No aprofundamento e atualização do diagnóstico dos HF por regional, na área de concessão da CPFL;
ü De forma itinerante, revezando as atividades entre o hospital sede e os demais participantes;
ü Em grupos de HF, realizando atividades com os hospitais da região;
ü Nos cursos de apoio ao Programa que serão articulados com os cursos coordenados pela FEHOSP.
Os consultores desempenharam atividades em suas áreas geográficas de atuação e também trabalharam em outros locais em cursos e capacitações na busca de disseminação de suas competências específicas de maneira mais uniforme possível, porém com liberdade das equipes locais na aplicação dos conceitos e com respeito aos seus próprios métodos. Para capacitação gerencial dos colaboradores da instituição o PRHF oferece cursos com os seguintes temas:
Temário do Processo de Assessoria Direta:
ü PNGS – Modelos de gestão
ü Sistemas de Informação – Diagnóstico local
ü Modelos de Atenção
ü Gestão de Materiais
ü Gestão de Pessoal
ü Gestão de Equipamentos
ü Gestão de Resultados
ü Gestão de Custos
ü Liderança
ü Programa de Humanização
ü Gestão de Processos
ü Planejamento Estratégico
8- SITUAÇÃO ATUAL DA SANTA CASA DE SANTOS:
Breve histórico de ações:
Em outubro de 2008, a Santa Casa de Santos recebeu a proposta de adesão ao PRHF.
Estando em condições de atender aos pré-requisitos necessários a adesão do programa e visualizando a importância do mesmo para qualidade hospitalar nos âmbitos da assistência e gestão, em novembro de 2008 foi assinado o Termo de Adesão da Santa Casa de Santos ao PRHF.
Desde então, muitas ações foram implementadas para a melhoria da gestão institucional e busca da Certificação da Instituição ao Compromisso da Qualidade Hospitalar prevista no Programa de Revitalização de Hospitais Filantrópicos.
No dia 04 de dezembro de 2008 recebemos no hospital a 1ª visita de auditores do Programa para a realização da identificação dos nossos pontos fortes e fracos e elaboração do “Diagnóstico Inicial” de nossa instituição. Concomitantemente, realizamos duas pesquisas vitais para o prosseguimento do PRHF: A Pesquisa de Clima Organizacional da Instituição e de Satisfação de Usuários – importantes indicadores internos para a nossa gestão organizacional.
Em janeiro do ano de 2009 recebemos o Relatório de Avaliação da 1ª Visita e no ranking de possíveis 500 pontos, recebemos 129 pontos no processo de avaliação, ficando evidenciadas deficiências nos processos de liderança, elaboração de estratégias e apresentação dos indicadores de resultados da instituição. A partir daí, de posse do relatório de avaliação dos auditores do Programa, buscamos no transcorrer do ano de 2009 consolidarmos novos processos de gestão para qualidade hospitalar através da elaboração de um Planejamento Estratégico para a Instituição Atualizado, elaboração de um “Painel de Bordo Institucional” com a identificação e relação dos indicadores de resultados de produção, econômico-financeiros e sociais para o hospital, criação de Colegiados de Gestão Participativa, Comitês e Grupos de Trabalhos com representação dos mais variados segmentos do hospital, agregando 65 colaboradores e representantes da Provedoria e CCQ, que trabalham na implementação de discussões coletivas quanto aos processos de mudanças e ações necessárias ao hospital de acordo com PRHF e apoio da CEALAG para sua modernização. Incluindo-se ainda, a realização de Cursos de Capacitação para as diversas lideranças, colaboradores e parceiros do hospital, a elaboração de Diretrizes e Protocolos Internos de Condutas, entre outras ações.
Por todo ano, várias reuniões foram realizadas com o Corpo Clínico, Enfermagem e demais categorias profissionais, a fim de se aperfeiçoar a reflexão e a conscientização coletiva sobre a Certificação de Qualidade Hospitalar e principalmente disseminar a nova visão de futuro de nossa instituição. A partir de julho de 2009, em decorrência da conclusão do Planejamento Estratégico elaborado pelo Colegiado de Gestão, o hospital passou a apresentar uma nova visão, missão e valores para o futuro, sendo estes:
- Missão: Prestar assistência à saúde, como centro especializado de referência e promover o ensino e a pesquisa.
- Visão: Obter a certificação de Qualidade Hospitalar até 2011 e a excelência em ensino e pesquisa até 2015.
- Valores: Atuar com responsabilidade social e ambiental; Praticar a humanização na assistência como princípio da atuação profissional; Preservar a história da instituição e manter a credibilidade perante a sociedade; Respeitar os princípios éticos nas relações profissionais e com os pacientes; Ser transparente na gestão dos recursos e Valorizar o compromisso social e desenvolvimento do conhecimento na formação profissional.
Em agosto de 2009, iniciamos o trabalho de preparação para a nova e segunda visita dos auditores da CQH e dando prosseguimento ao PRHF, objetivando otimizar a instituição em estrutura, recursos físicos, humanos e na organização de documentação de comprovação das mudanças de nossa estrutura organizacional, buscando demonstrar os progressos alcançados na instituição em gestão organizacional para a qualidade hospitalar.
No dia 16 de novembro de 2009, ocorreu à segunda visita de avaliadores.
Cabe ressaltar, que obtivermos um desempenho bastante superior a 1ª visita, fortalecido pelo comprometimento de todos os colaboradores que participaram ativamente e responderam prontamente a todas as solicitações feitas pelos auditores. Na oportunidade conquistamos o selo PRATA em qualidade da assistência hospitalar. Em dezembro próximo, 2010, estaremos buscando o selo OURO com a última visita dos auditores do CQH. |