
Hoje começa um novo ciclo para a Santa Casa de Misericórdia de Santos. Como faz anualmente, a instituição divulgou ontem, durante as comemorações ao dia de Santa Isabel, padroeira das santas casas, o seu balanço social referente a 2009.
Ano passado, foram cerca de 118 mil internações, 16 mil cirurgias, mais de 1 milhão de exames e quase 2.500 partos.
Nas finanças, a Santa Casa teve um déficit de quase R$ 2 milhões mesmo assim, resultado bem melhor do que em 2008, quando o déficit foi de pouco mais de R$ 15 milhões. Muito contribuiu para esse resultado o saldo negativo nos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS): cerca de R$ 29 milhões.
Apesar disso, o provedor da Santa Casa, Manoel Lourenço das Neves, considera o atendimento aos pacientes SUS como um dos mais importantes do hospital. "Que seria de nós se não tivéssemos um atendimento àquele que não tem dinheiro, que passa fome?".
Por outro lado, comemora o final de uma batalha: na quarta-feira, enfim, a Santa Casa teve depositada, pelo Governo do Estado, a quantia de R$ 1 milhão para a compra de um acelerador linear, utilizado no tratamento de pacientes com câncer. A parcela foi a última, de um total de R$ 3 milhões liberados. "Deputados, independente dos partidos, viram que era uma solicitação justa, se uniram, e conseguiram R$ 500 mil cada um".
Os deputados estaduais que apresentaram as emendas para a verba do acelerador linear foram Bruno Covas (PSDB), Fausto Figueira (PT), Haifa Madi (PDT), Luciano Batista (PSB), Maria Lucia Prandi (PT) e Paulo Alexandre Barbosa (PSDB).
Voluntariado - Manoel também exaltou o trabalho desenvolvido pelo corpo de voluntários da Santa Casa. "(O voluntário) trabalha com o coração. Se dá, se doa ao outro, independente de qualquer remuneração".
A Santa Casa tem três grupos distintos de voluntários. Ou melhor, voluntárias.
Embora haja alguns homens, a imensa maioria são mulheres. A começar pelas da Associação dos Voluntários da Santa Casa. Conhecidas por "amarelinhas", pela cor do uniforme, integram o mais antigo dos três grupos, com pouco mais de 50 anos.
Depois, as "rosinhas" da Associação Santa Isabel de Combate ao Câncer, cujo grupo tem 13 anos de existência. Esse dois grupos têm basicamente a mesma função, de auxiliar os pacientes em questões práticas no dia-a-dia do hospital, como para tomar um banho, por exemplo, ou oferecendo apoio material, seja na compra de remédios ou até de vale transporte.
A diferença entre ambos é que, enquanto as amarelinhas lidam com todos os pacientes, as rosinhas concentram-se nos pacientes com câncer.
As "verdinhas" da Comissão de Controle e Qualidade completam a tríade do voluntariado na Santa Casa. Seu trabalho é examinar os serviços prestados ao paciente. "O hospital tem alta rotatividade, examinamos, por exemplo, a condição das camas, dos chuveiros, dos colchões", explica a presidente Ana Maria Maia Rodrigues, de 57 anos.
Ela está no grupo desde seu início, há 8 anos, e revela. "Fico mais tempo aqui do que em casa. Mas eu amo esse trabalho".
Fonte: A Tribuna |